Os agentes despigmentantes, também conhecidos como agentes clareadores ou iluminadores do tom da pele, são produtos usados para “clarear” a pele. Na prática médica, tais agentes são usados por dermatologistas no tratamento de transtornos de pigmentação, tais como hiperpigmentação pós-inflamatória secundária a dermatite por contacto, tinea corporal, lesões disseminadas de sarna, condições como melasma ou cloasma ou como opção de tratamento para pacientes com vitiligo generalizada resistente a tratamento, principalmente como medida para despigmentar a pele normal residual (1). Na cosmética, tais agentes servem como ingredientes ativos rejuvenescedores ou para reduzir a hiperpigmentação localizada, manchas e danos causados por raios solares, e ajuda a obter um tom de pele mais claro. A hidroquinona, um inibidor da tirosinase, que é a enzima que limita a taxa de biossíntese de melanina, vem sendo utilizada como ingrediente ativo em formulações de clareamento do tom de pele por mais de 50 anos.
A quantidade de produtos cosméticos contendo hidroquinona no mercado disparou, e os consumidores tendem a utilizá-los por conta própria, sem conhecimento adequado sobre o produto e, possíveis complicações e precauções necessárias. A incidência de reações adversas à hidroquinona, incluindo dermatite por contato alérgica e irritante e leucoderma. Em caso de uso prolongado, foram notadas condições desagradáveis como ocronose, lesões acneiformes e câncer (2). Estes efeitos colaterais indesejáveis associados ao seu uso levaram a restrições regulatórias e desencadearam um maior interesse em alternativas naturais mais seguras. Há vários inibidores de tirosinase e outros agentes que afetam a rota de biossíntese de melanina disponíveis em materiais vegetais. Estes ativos naturais são alternativas mais seguras à hidroquinona para uso em composições tópicas para clareamento da pelem e podem oferecer funcionalidades adicionais como intensificação de protetores solares, hidratantes ou ingredientes “rejuvenescedores”. Um destes ingredientes é derivado do tempero “curry, açafrão.
A mistura incolor de tetrahidrocurcuminóides é obtida por meio da hidrogenação dos curcuminoides amarelos naturais (curcumina, demetoxicurcumina, bisdemetoxicurcumina) da raiz de Curcuma longa (açafrão). Esta mistura natural é reconhecida como antioxidante e agente anti-inflamatório tópico, com eficácia de eliminação de radicais livres e inibição de peroxidação superior em comparação com a vitamina E. Há estudos que indicam que os tetrahidrocurcuminóides, especialmente a tetrahidrocurcumina ultra pura (registrada com a marca SabiWhite®, Sabinsa Corporation) inibem eficientemente a tirosinase (4).






