Em princípio, a aterosclerose e suas consequências, como doença cardiovascular, foram reconhecidas e documentadas há pelo menos 3000 anos. Os tratados médicos ayurvédicos a partir de 1000 A.C. já mencionavam os resultados prejudiciais para a saúde geral de uma nutrição desbalanceada e estilo de vida sedentário. Os registros indicavam que estes dois fatores contribuem para o “revestimento e obstrução dos canais”, significando as alterações ateromatosas nos vasos sanguíneos. Para combater este desenvolvimento, os praticantes de Ayurveda prescreviam uma resina com aspecto âmbar, comumente conhecida como goma guggul, extraída de incisões na casca da árvore de Commiphora mukul ou Balsamodendron mukul (guggul) e Commiphora wightii (Arpott) (N.O.¬ Burseraceae) (1,2).
A farmacologia da goma guggul começou a ser estudada na Índia nos anos 60, primeiro na Universidade Hindu Banaras, Varanasi e posteriormente no Instituto Central de Pesquisa de Drogas (CDRI), Lucknow, onde a goma foi avaliada quanto a seu potencial para tratamento de nível sanguíneo de colesterol elevado.¬ Para realizar estes estudos, foi preparado um extrato padronizado de goma guggul (Fig J).¬/p>
A análise da atividade dos extratos (1) determinou que a porção solúvel em acetato etílico, isto é, parte neutra e cetônica da goma, tinha a maioria das propriedades hipolipemiantes. A fração neutra foi definida como fonte dos compostos de esterol identificados como E- e Z-guggulsterona (cis- e trans-4,17 (20)pregnandieno-3,16-diona, respectivamente). Portanto, a E- e Z-guggulsterona serão chamadas de GSE&Z.






